Ritalina (metilfenidato) é a alternativa medicamentosa mais comum para TDAH e hiperatividade. Uma das preocupações mais usuais quando se tem um diagnóstico de TDAH – ou mesmo quando há apenas desconfiança diz respeito ao uso de medicação. Perguntas comuns são: Vou tomar Ritalina? Preciso mesmo tomar o remédio? O remédio vicia? É para sempre?
A faixa preta sempre assusta. É uma reação extremamente comum, devido a perguntas não respondidas, a medos não resolvidos, preconceitos e falta de informação. É preciso conhecer os prós e contras reais do tratamento TDAH com medicação.
Sempre que há recomendação de medicação, ela deveria fazer parte de um plano mais amplo de tratamento. Em muitos casos, é possível seguir o tratamento sem medicação, recorrendo a Psicoterapia Comportamental-Cognitiva, Coach Comportamental e Neurofeedback. Por esta razão, é importante que a avaliação e o plano de tratamento sejam feitos por especialistas.
Vou tomar Ritalina?
Esta é uma resposta que não pode ser dada antecipadamente. A Ritalina é uma das medicações mais comuns para TDAH, mas não é a única. A decisão em prescrever Ritalina – ou outra medicação indicada – é baseada em uma análise das particularidades do caso em questão. O tratamento de TDAH não é definido a priori, antes de uma avaliação extensa – ou, pelo menos, jamais deveria ser.
Preciso tomar mesmo o remédio?
Esta é uma decisão pessoal, que cabe a cada um. Algumas pessoas preferem não tomar medicação sempre que possível – o que não se limita à Ritalina. Pessoas assim tendem a preferir outras alternativas de tratamento, deixando a medicação como último recurso.
Cabe aos profissionais envolvidos com o cliente apresentar um leque de possibilidades, com seus prós, contras, possíveis conseqüências e curto e longo prazo, para que a melhor escolha possa ser feita.
Se o paciente sentir-se insatisfeito ou inseguro com as prescrições e recomendações dos profissionais que o atenderem, deve procurar uma segunda (ou até mesmo terceira) opinião. O tratamento de TDAH é de longo prazo, portanto o paciente precisa estar seguro a respeito das decisões tomadas.
Quais são os efeitos colaterais?
Os efeitos colaterais mais comuns são perda de apetite, taquicardia, boca seca. Normalmente estes efeitos são leves e devem desaparecer rapidamente. No caso de crianças com altura inferior à esperada para a idade, problemas de crescimento ou hormonais, o uso da medicação pode não ser recomenado.