Neurofeedback - Novidade no tratamento para TDAH

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O neurofeedback é um treinamento que permite normalizar as alterações cerebrais típicas do TDAH - a hipofunção das áreas pré-frontais do córtex cerebral.

O cérebro funciona através de descargas elétricas, que são a base da comunicação entre os neurônios. Estas descargas elétricas podem ser amplificadas e decodificadas por aparelhos de EEG – eletroence-falografia. Um EEG permite identificar padrões de ondas cerebrais, dentre eles a freqüência das ondas, medidas em ciclos (pulsos) por segundo. Ondas pulsando entre 16 e 21 pulsos por segundo são consideradas ondas rápidas; abaixo de 8 pulsos pos segundo são consideradas ondas lentas.  

A principal característica neurológica do TDAH é, então, um excesso de atividade de ondas lentas no córtex pré-frontal. O córtex pré-frontal é responsável pelas funções de controle voluntário da atenção, planejamento, julgamento e tomada de decisões, auto-controle, sensibilidade a conseqüências de longo prazo e controle motor fino.
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O Neurofeedback tem comprovação científica?

Em 2001, duas associações científicas internacionais - a AAPB - Applied Psychophysiology and Biofeedback e a ISNR - International Society for Neurofeedback Research - uniram-se em uma força-tarefa para definir cientificamente os padrões oficiais para avaliação eficácia do tratamento comBiofeedback e Neurofeedback.

Cada tratamento recebe uma nota, de 1 (sem suporte emírico) a 5 (eficaz e específico), a depender do nível de eficácia. Mais sobre eficácia do neurofeedback.

A partir da análise das pesquisas científicas já realizadas, o Neurofeedback para TDAH recebeu nota 4 em eficácia. Os resultados em geral mostram redução no excesso de frequências de ondas muito lentas e aumento das frequências mais rápidas, associado a melhora da capacidade de concentração em testes específicos e nas medidas gerais de inteligência, além de melhor desempenho acadêmico.

Outros resultados mostraram que crianças em tratamento simultâneo com Neurofeedback e Ritalina puderam reduzir ou parar completamente a medicação após 30 sessões. Em outro estudo, crianças foram tratadas com medicação ou neurofeedback e medicação. Apenas as crianças tratadas neurofeedback mantiveram os ganhos dos tratamentos após o encerramento de ambos. Veja a íntegra do material no site da AAPB.   
Como é o tratamento com Neurofeedback?

O tratamento com Neurofeedback é completamente natural e não-invasivo. Ou seja, o cliente não recebe nenhum tipo de irradiação elétrica ou magnética do equipamento. Também não há risco de choque.

Eletrodos são colocados sobre o couro cabeludo, para a captação das  emissões elétricas dos neurônios, que pulsam dentro do crânio. Por meio de cabos, estas informações elétricas são enviadas a um computador.

O computador decodifica estes sinais e os utiliza para produzir imagens semelhantes a um video-game. Este “video-game” mostra ao cliente, em tempo real, como está o funcionamento de seu cérebro - normalmente comparando a quantidade das ondas mais lentas (associadas aos sintomas do TDAH, que se deseja reduzir) em relação às ondas mais rápidas (que se deseja aumentar).

Conforme a quantidade de ondas lentas diminui e/ou as ondas mais rápidas aumentam, o cliente vai acumulando pontos, música e/ou movimento na tela.

Com isto, por meio de um processo comportamental denominado reforçamento condicionado, o paciente começa a identificar e a alterar voluntariamente a freqüência das ondas cerebrais nas áreas ligadas ao controle voluntário da atenção, planejamento e auto-controle.

Os ganhos obtidos com o Neurofeedback são resultado de um processo de aprendizagem – a pessoa se torna, ao longo do tempo, capaz de focar e sustentar sua atenção, de forma voluntária e adaptada às necessidades do momento.
Quando o pré-frontal apresenta hipofunção, com excesso de ondas lentas, ele não envia os sinais necessários para que outras áreas do cérebro possam funcionar adequadamente. É possível alterar o padrão de freqüências de ondas cerebrais, de forma duradoura, através do Neurofeedback, sem recorrer a medicamentos. Saiba mais sobre neurônios e padrões de funcionamento cerebral.

Por quanto tempo é preciso fazer o tratamento?

A duração do tratamento depende de cada caso. Normalmente, já se observam resultados após 10 a 15 sessões. Não se recomenda encerrar antes de 30 sessões, para garantir que os efeitos sejam duradouros. Em um caso comum de TDAH, o tratamento geralmente exige entre 30 a 45-60 sessões.

Quando há urgência por resultados de curto prazo, o tratamento com Neurofeedback pode ser associado a medicamentos - que tem ação mais rápida. Com a associação ao tratamento com Neurofeedback, a medicação poderá ser gradativamente retirada, sem que os ganhos sejam perdidos.

O tratamento com Neurofeedback é muito caro?

IPDA oferece Neurofeedback com qualidade técnica de nível internacional por valores acessíveis, similares a um tratamento psicológico comum, com diversas opções de pacotes e parcelamento.
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