Um aspecto que se deve considerar é: tanto a medicação - a ritalina é a alternativa mais conhecida - quanto o Neurofeedback são tratamentos dirigidos à base orgânica do TDAH, hiperatividade e/ou co-morbidades. Ambos foram desenvolvidos com este objetivo - reequilibrar as disfunções orgânicas, caracterizadas mais comumente pela hipofunção das áreas frontais.
Ambos são eficazes - produzem os resultados a que se propõem. Mas há diferenças importantes. Primeiro, o Neurofeedback é um tratamento completamente natural, sem contra-indicações ou efeitos colaterais desconhecidos. A ritalina é uma medicação psicotrópica, de uso extremamente controlado. Até onde se sabe, os efeitos colaterais conhecidos não são graves, mas há suspeitas que efeitos desconhecidos até o momento possam aparecer. Um exemplo muito conhecido e comentado é do anti-inflamatório Vioxx, que por muitos anos foi campeão de vendas e prescrições e que foi retirado do mercado após muitos anos de uso, quando efeitos colaterais até então desconhecidos apareceram. Outro exemplo são as terapias de reposição hormonal para a menopausa, que descobriu-se serem fatores de risco para câncer.
Segundo, os efeitos do tratamento do Neurofeedaback se mantém por longo prazo, mesmo após o término do tratamento - o mesmo não ocorre com a ritalina: seu efeito dura apenas o período em que a droga está em ação, entre 4 a 6 horas. Se o tratamento é interrompido, todos os ganhos se perdem. Ou seja, o tratamento com a medicação é uma opção para a vida toda.
Em 2001, duas associações científicas internacionais - a AAPB - Applied Psychophysiology and Biofeedback e a ISNR - International Society for Neurofeedback Research - uniram-se em uma força-tarefa para definir cientificamente os padrões oficiais para avaliação eficácia do tratamento comBiofeedback e Neurofeedback. Cada tratamento recebe uma nota, de 1 (sem suporte emírico) a 5 (eficaz e específico), a depender do nível de eficácia.
A partir da análise das pesquisas científicas já realizadas, o Neurofeedback para TDAH recebeu nota 4 em eficácia. Os resultados em geral mostram redução no excesso de frequências de ondas muito lentas e aumento das frequências mais rápidas, associado a melhora da capacidade de concentração em testes específicos e nas medidas gerais de inteligência, além de melhor desempenho acadêmico.
Outros resultados mostraram que crianças em tratamento simultâneo com Neurofeedback e Ritalina puderam reduzir ou parar completamente a medicação após 30 sessões. Em outro estudo, crianças foram tratadas com medicação ou neurofeedback e medicação. Apenas as crianças tratadas neurofeedback mantiveram os ganhos dos tratamentos após o encerramento de ambos.
Quando o pré-frontal apresenta hipofunção, com excesso de ondas lentas, ele não envia os sinais necessários para que outras áreas do cérebro possam funcionar adequadamente. É possível alterar o padrão de freqüências de ondas cerebrais, de forma duradoura, através do Neurofeedback, sem recorrer a medicamentos. Saiba mais sobre neurônios e padrões de funcionamento cerebral.
O tratamento com Neurofeedback é completamente natural e não-invasivo. Ou seja, o cliente não recebe nenhum tipo de irradiação elétrica ou magnética do equipamento. Também não há risco de choque. Eletrodos são colocados sobre o couro cabeludo, para a captação das emissões elétricas dos neurônios, que pulsam dentro do crânio. Por meio de cabos, estas informações elétricas são enviadas a um computador.
O computador decodifica estes sinais e os utiliza para produzir imagens semelhantes a um video-game. Este "video-game" mostra ao cliente, em tempo real, como está o funcionamento de seu cérebro - normalmente comparando a quantidade das ondas mais lentas (associadas aos sintomas do TDAH, que se deseja reduzir) em relação às ondas mais rápidas (que se deseja aumentar).
Conforme a quantidade de ondas lentas diminui e/ou as ondas mais rápidas aumentam, o cliente vai acumulando pontos, música e/ou movimento na tela. Com isto, por meio de um processo comportamental denominado reforçamento condicionado, o paciente começa a identificar e a alterar voluntariamente a freqüência das ondas cerebrais nas áreas ligadas ao controle voluntário da atenção, planejamento e auto-controle.
A duração do tratamento depende de cada caso. Normalmente, já se observam resultados após 10 a 15 sessões. Não se recomenda encerrar antes de 30 sessões, para garantir que os efeitos sejam duradouros. Em um caso comum de TDAH, o tratamento geralmente exige entre 30 a 45-60 sessões. Quando há urgência por resultados de curto prazo, o tratamento com Neurofeedback pode ser associado a medicamentos - que tem ação mais rápida. Com a associação ao tratamento com Neurofeedback, a medicação poderá ser gradativamente retirada, sem que os ganhos sejam perdidos.
O IPDA oferece Neurofeedback com qualidade técnica de nível internacional por valores acessíveis, similares a um tratamento psicológico comum, com diversas opções de pacotes e parcelamento.
Link para o artigo original: www.dda-deficitdeatencao.com.br/artigos/neurofeedback.html - Escrito por Cacilda Amorim, Diretora Clínica do IPDA. Se copiar ou citar este artigo, mantenha esta nota e o link original.
Leia mais sobre alternativas de tratamento com e sem medicação para TDAH:
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