IPDA na Mídia - Reportagens e Vídeos
Artigos e entrevistas com Cacilda Amorim, Diretora do IPDA
Games auxiliam no tratamento de doenças
Da Redação
Síssi Pucciariello

O que os jogos podem fazer para melhorar a comunicação entre o corpo e a mente? Muito. Especialistas que trabalham com biofeedback — técnica que estimula o desenvolvimento do auto-controle — apostam na tecnologia como aliada no controle do estresse e no tratamento da ansiedade, hipertensão, insônia, déficit de atenção e até na recuperação de pessoas que sofreram um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Conectados a sensores, os pacientes são levados a um desafio: apenas olhando para a tela do computador, deverão controlar um programa, bem parecido com um game. Enquanto as ondas cerebrais estiverem dentro dos padrões estabelecidos, por exemplo, o paciente marca pontos e pode pilotar um avião ou fazer strike, como em um jogo de boliche.

“Ganhar ou se divertir não é o objetivo. O jogo serve para manter o paciente na tarefa”, ressalta a psicóloga Cacilda Amorim, diretora do Instituto Paulista de Déficit de Atenção. Ela diz que esse tipo de ferramenta atrai principalmente os jovens e adolescentes. O tratamento com biofeedback não utiliza somente os games, há vários aparelhos que trabalham juntos. Para cada área, existe um sensor específico, que vai captar a frequência cardíaca, as ondas cerebrais ou a temperatura da pele. Essas informações, após codificadas e ampliadas, são transmitidas para um software de gerenciamento.

A aplicação mais complexa, segundo Cacilda, é a que trata do cérebro. No neurofeedback, uma modalidade do biofeedback, é possível medir as ondas cerebrais, como ocorre com o eletrocardiograma, e treinar a mudança de padrões. Pessoas com dificuldades de atenção e hiperatividade têm excesso de ondas lentas, explica. Nesse momento, os jogos e as telas animadas entram em ação. “Quando as ondas lentas estiverem abaixo do estipulado e as rápidas acima, a música toca ou o paciente consegue marcar pontos”.

Não existe uma recomendação, como ficar calmo ou respirar fundo. Aos poucos, aprende-se a forma correta, conforme constatou a reportagem. “É uma musculação para o cérebro”, resume a psicóloga, acrescentando que, ao longo do tempo, a pessoa se torna capaz de focar e sustentar a atenção de forma voluntária, sem depender de medicamentos.

De acordo com Cacilda, além de ajudar na cura de patologias, executivos e atletas recorrem a essa técnica para o aumento de performance. Como exemplos, ela cita profissionais que necessitam ser capazes, em uma situação de bagunça, de manter o foco preciso ou aqueles que pretendem diminuir a sonolência ou a ansiedade.

Desde o início do ano, a estudante Maria Amália Cardoso, de 21 anos, faz tratamento para melhorar o foco nos estudos e controlar a ansiedade. “Sou muito desorganizada. Começo a estudar Matemática, não termino e já vou para outra disciplina. E ainda costumo esquecer o que aprendo”. O resultado: ela está no quarto ano de cursinho, tentando uma vaga para a faculdade de Medicina. “No começo achei a técnica estranha, não conseguia ficar muito tempo olhando para o computador”. Após oito sessões, Maria Amália garante que está mais confiante, as notas nos simulados melhoraram e o rendimento também.

O designer gráfico Marcos Akira Fujimoto, de 29 anos, já teve problemas no trabalho e nos estudos por causa da ansiedade. “Sentia uma falta de capacidade, medo de não executar uma tarefa no prazo. Não sabia lidar com a pressão”. Há sete meses foi submetido ao tratamento. Primeiro, aprendeu técnicas para melhorar a respiração e, agora, participa de sessões de neurofeedback. Fã de games de corrida, ele conta que gostou do método. “A animação distrai e você acaba se acalmando. Hoje, tenho um controle melhor e estou mais focado”.

02/05/2006
logotribuna.jpg
sessao.jpg
tela2.jpg
tela1.jpg
Cacilda Amorim, Diretora do IPDA, em sessão de tratamento com Neurofeedback
IPDA Novidades
IPDA Novidades
DDA - Info
Assine a Newsletter
do IPDA
IPDA Novidades
Recomende este Site
Fale com a Especialista
em TDAH
seta
seta
seta
IPDA Área restrita
IPDA Instituto Paulista de Déficit de Atenção
Logo IPDA Instituto Paulista de Déficit de Atenção
Qualidade de Vida e Performance
Instituto Paulista de Déficit de Atenção
IPDA Menu Principal
Área Restrita

Cadastre-se
aqui
IPDA cadastro área restrita
Blog IPDA
IPDA barra lateral
IPDA Seja bem-<wbr>vindo
Logo IPDA TDAH
IPDA Rodapé
IPDA menu inferior
© 2007 - IPDA - Instituto Paulista de Déficit de Atenção  - Cacilda Amorim
R. Apeninos, 930 - Conj. 63 - Paraíso - São Paulo - SP
Tels. (11) 5572-5734 / 5575-7018
Ajude outras pessoas a
conhecerem mais sobre TDAH
Recomende este site
Blog IPDA
contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site