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Artigos e entrevistas com Cacilda Amorim, Diretora do IPDA
"A pessoa deve aprender a respirar de forma que ela movimente pouco o peito e expanda o abdômen, como se enchesse a barriga", orienta o psicólogo José Roberto Leite, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Uma respiração curta e rápida manda ao cérebro uma mensagem de perigo, o que nos deixa tensos, sempre em estado de alerta. Na respiração diafragmática acontece o contrário. A inspiração lenta e profunda expande a barriga e enche mais os pulmões: 30% a mais de oxigênio que chega ao cérebro e proporciona uma sensação de bem-estar. É a respiração natural dos bebês, mas que a maioria das pessoas desaprende quando cresce.

Depois o exercício continua, contraindo e relaxando os músculos. "Você dobra a sua mão direita para trás, na altura do pulso, forçando um pouco e percebendo toda a tensão que se forma no antebraço", acrescenta o psicólogo.

A técnica usa a contração e a distensão muscular para que o cérebro perceba o corpo, e para que o corpo ajude o cérebro a desencadear o relaxamento.

"Há uma interconexão dos dois sentidos – tanto o emocional afeta o corpo, como o corpo afeta o emocional. É uma via de dois sentidos", esclarece o psicólogo.

"Tem que lembrar direitinho. Eu sei respirar e sei que, com a respiração, vou controlar. Dá uma sensação de vitória, que só quem tem pânico sabe. Sair sozinha, trabalhar, ir ao shopping – coisas que são tão normais para uma pessoa são uma vitória para quem consegue vencer", diz Sueli.

A técnica milenar de respiração, Leonardo sabe exatamente como se faz: "Você tem que fazer um relaxamento e respirar pela barriga".

Mas, no caso dele, um novíssimo tratamento, que espalha eletrodos pela cabeça, também pode ajudar. É o neurofeedback. Funciona como um joguinho sem botões nem controles. É o cérebro dele que manda. Se ficar atento, calmo e relaxado, Leonardo ganha pontos e o desenho de um passarinho continua.

A técnica treina as ondas cerebrais. Estimulado pela exigência do joguinho, o cérebro vai se ajustando, e Leonardo vai marcando pontos toda vez que se mantém dentro das regras. O garoto mantém a atenção no jogo, mas ao mesmo tempo está calmo e relaxado.

"Este estado de consciência é um dos objetivos de outras estratégias conhecidas como técnicas de meditação, ioga etc", explica a psicoterapeuta comportamental Cacilda Amorim.

Como Leonardo é hiperativo, o problema dele é a intensidade fraca das ondas cerebrais na parte posterior do cérebro, responsável pelo controle dos movimentos. "A área que deveria manter a pessoa numa condição física estável, capaz de se manter quieta, não funciona bem. E aí precisa ser estimulada", diz Cacilda.

E quem é que não gosta de vencer fazendo a pontuação máxima? "Se você der uma ordem ao Leonardo, dificilmente vai ser atendido. Se você propor um desafio, pode ficar tranqüilo que ele vai parar tudo o que estiver fazendo para cumpri-lo", conta a mãe do menino.

07/10/2007
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Leonardo Pirolo Konishi em sessão de
Neurofeedback no IPDA -
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