Instituto Paulista de
Déficit de Atenção
Hiperatividade em bebês

Meu bebê não para quieto... E agora?


Muitas crianças com hiperatividade já apresentam os sintomas desde bebês, desde que eram crianças bem pequenas. Mas também muitos daqueles meninos agitados e hiperativos com o tempo acabam se aquietando, equiparando-se às outras crianças.

Se o TDAH é um transtorno de base orgânica - genética (herdada dos pais) ou congênita (decorrente de algum problema durante a gestação ou nascimento), é certo supor que ele deveria estar presente desde o nascimento. Sendo assim, por que se diz que o diagnóstico não pode ser feito antes dos 5 ou 6 anos de idade?

Para pais e mães que se sentem inseguros e exaustos por não saber como acalmar seu bebê, a busca pelo diagnóstico tem um significado de libertação que, em si, já traria uma promessa de resolução dos problemas. Claro, quando se sabe qual é o problema, mais facilmente se terá uma solução. Contudo, em se tratando de bebês, não há diagnóstico definitivo em bo parte dos casos. São várias as razões.


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Curso para Pais

Sua criança é Hiperativa?

Curso do Instituto Paulista de Déficit de Atenção especialmente desenvolvido para mães, pais e familiares que precisam melhorar o comportamnento das suas crianças. Indicado para crianças hiperativas, distraídas, desobedientes, birrentas, com problemas escolares e TOD - Transtorno Opositivo Desafiador

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Hiperatividade e Amadurecimento Cerebral dos bebês e das crianças

As crianças nascem com um cérebro que ainda não está "pronto" - elas precisam crescer, amadurecer para se tornarem capazes de falar, andar, pensar, se controlar. Tudo isto depende de aprendizagem e também de processos neurológicos, de mudanças orgânicas no cérebro.

Este amadurecimento é relacionado ao que se chama "processo de mielinização", onde as fibras nervosas são progressivamente recobertas por camadas de gordura, o que potencializa a qualidade da transmissão de informações. Algumas áreas do cérebro amadurecem mais cedo; a capacidade de controle da motricidade é uma delas. Por isto é que se espera que os sintomas mais intensos da hiperatividade tenham desaparecido por volta dos 10-12 anos.

Este é o primeiro motivo que não permite ter certeza sobre hiperatividade infantil. O simples passar dos anos resolve, por si só, vários dos casos. Assim, uma boa idéia é tentar saídas paliativas, que ajudem a minimizar o caráter perturbador do excesso de agitação, até que o desenvolvimento cerebral avance.


Crianças pequenas são diferentes de crianças mais velhas

Tendo como base o fato do amadurecimento cerebral, não há como esperar que as crianças tenham as mesmas capacidades das crianças mais velhas. Quando há queixas de hiperatividade, agitação ou desatenção em crianças pequenas ou até mesmo bebês, é essencial que qualquer comparação seja feita com crianças de idade similar.

Por exemplo, é normal que crianças pequenas não consigam prestar atenção a alguma coisa por muito tempo. Isto é especialmente importante atualmente, quando muitas escolinhas de educação infantil estão exigindo um "currículo" completo, inclusive iniciando a alfabetização em muitos casos aos 5 anos de idade.

Há 20 ou 30 anos atrás, as crianças iniciavam no pré-primário aos 6 anos e passavam este ano inteiro apenas desenvolvendo psicomotricidade, coordenação motora fina e manejo do lápis. Apenas aos 7 anos começavam a conhecer as letras e formar sílabas. E, a esta altura, a maior parte delas já tinha amadurecido suficiente para ser alfabetizada sem maiores dificuldades.


Crianças da mesma idade tem ritmos diferentes de desenvolvimento Mas e quando a criança é diferente das crianças de idade similar. Este é outro aspecto bem importante, para o qual um especialista pode ser indispensável. Ocorre que as crianças tem grande variação em seu nível de desenvolvimento, mesmo no grupo etário.

Para compreender este aspecto, pense nas pessoas adultas em geral. Elas variam pouco, independente da idade. Porém, no caso das crianças pequenas, a faixa de variação é muito maior, para praticamente todos os aspectos do desenvolvimento. Algumas crianças são mais avançadas do que outras, por exemplo falando ou andando bem mais cedo. Uma criança pode ter um atraso de maturação, sem que isto signifique um transtorno. E quanto mais nova a criança, maior a faixa de tolerância daquilo que é considerado aceitável para a idade.


Hiperatividade e não aceitação de regras e limites

Uma das maiores dúvidas dos pais é: minha criança é hiperativa ou seria apenas falta de limites? É o caso daquelas crianças que não obedecem, aquelas mais contestadoras, que não aceitam regras, que reclamam e tem crises quando são contrariadas - em grau muito maior que as crianças da mesma idade? Será alguma coisa a mais, como hiperatividade ou TDAH?


Falta de limites, baixa tolerância à frustração e vida familiar sem regras estão entre as causas mais comuns do mal comportamento das crianças, que podem se tornar birrentas, choronas e agitadas como forma de confrontar seus pais quando não conseguem suas vontades. Se sua criança tem estas características, procure ajuda para aprender como lidar melhor com estes conflitos.



Muito cuidado com rótulos e diagnósticos rápidos

Esta recomendação merece ser sempre enfatizada. É muito fácil colocar um rótulo numa criança, seja hiperativa, distraída, opositiva, preguiçosa. O que os pais acabam esquecendo é que este tipo de rótulo acaba sendo assumido pela criança como algo cristalizado, que é parte de seu próprio ser. Abre-se então o caminho para danos graves à autoestima, que num futuro mais distante poderão causar muito sofrimento.


Em se tratando de crianças pequenas, tente todas as formas possíveis de auxiliar seu desenvolvimento, de modo que ela se consiga se controlar, aprenda a aquietar-se, adquirir equilíbrio e auto-contenção. Para isto, técnicas de manejo comportamental são muito eficazes, especialmente para aquelas crianças de comportamento mais difícil ou que tendem a fazer de tudo para chamar a atenção dos pais.


Autor

Depoimentos do Curso Online "Como lidar com crianças (quase) impossíveis"

Depoimento "Eu estava bem perdida, me sentindo muito mal em como agia com minha filha. Já tinha feito terapia e sabia que castigos não funcionavam... Só que acabava perdendo a cabeça e o controle, levantava a mão para ela...Foi MUITO bom ler os depoimentos das outras mães, que eram também imperfeitas, mesmo querendo fazer o melhor. As atividades práticas são excepcionais, eu consegui entender e seguir passo-a-passo... Obrigada a todas as mães e pais do curso, pelas conversas e ao IPDA pela iniciativa, ajuda e força!! "Julia Prestes Camargo, de São José dos Campos - SP

Depoimento "Já tinha passado incontáveis horas com psicólogos, psicopedagogos, conversando sobre meu filho, nossos problemas, sobre eu mesma, mas nunca tive a orientação que estou aprendendo neste curso de pais. Nunca tinha visto a coisa nestes termos, um passo-a-passo do que precisa ser feito, tudo bem concreto. Afinal não bastam as boas intenções, falar que precisa mudar. Tem de saber como, era o que eu não conseguia encontrar. Confesso que me ainda sinto mal com isto, descobrindo as coisas que já podia ter feito há muito tempo, mas sei que estou num caminho melhor. "Raquel Menegazzo, de Salvador - BA