O TDAH não é considerado uma doença, assim não se pode falar em cura. Uma doença é um estado do corpo, causado por uma situação ou agente específico, que pode ser eliminado para que se retorne ao estado inicial. O TDAH é uma síndrome - um conjunto de sintomas, com causas múltiplas, incluindo fatores neurobiológicos, pessoais e ambientais.

TDAH tem cura? Não, mas pode e deve ser controlado

Quando se usa medicação, seu efeito é provisório - permanece pelo tempo que a substância estiver no organismo. No caso da Ritalina 10mg, dura em torno de 4 horas. Prescrições de longa duração podem durar entre 6 e 8 horas. Quando o efeito do remédio acaba, todos os sintomas retornam.

Se a escolha pelo tratamento é baseada exclusivamente em drogas psicoestimulantes (o caso da Ritalina), não há perspectivas em abandonar a droga. Ou seja, um tratamento com remédio - ritalina ou outro - é um tratamento para o resto da vida. Esta é a principal razão pela qual muitas pessoas são contra a alternativa medicamentosa - há o desejo de libertar-se, a si ou a seus filhos, de um tratamento com droga psicotrópica sem prazo para terminar.

A medicação normalmente traz um efeito de curto prazo e bastante eficaz. Entretanto, ela não ensina nada à pessoa – quando seu efeito acaba, tudo volta ao estado inicial. Outras alternativas, como o Neurofeedback, a Psicoterapia Comportamental-Cognitiva e o Coaching Comportamental levam a ganhos permanentes, pois envolvem processos de aprendizagem e, desta forma, preparam a pessoa para lidar melhor com as limitações do TDAH ou até mesmo a superá-las.

É preciso ressaltar que o fato da medicação produzir efeitos limitados não significa que ela não deva ser usada como parte de um plano de tratamento, quando corretamente indicada. Significa, antes, que qualquer modalidade de tratamento deve levar em conta tanto o alívio dos sintomas quanto a necessidade de desenvolver novas competências, habilidades e padrões de comportamento.

Para melhores resultados, os tratamentos devem levar em conta as deficiências e necessidades específicas do caso, aliando formas de educação, treinamentos e terapias, além de medicação. Considerar apenas o fator orgânico - cerebral - normalmente leva à frustração e à desistência do tratamento.

Veja outros artigos debatendo e/ou questionando o uso de medicação para TDAH - Déficit de Atenção e Hiperatividade:

TDAH - Diagnóstico e Tratamentos

Link para o artigo original: www.dda-deficitdeatencao.com.br/artigos/tdah-tem-cura.html - Escrito por Cacilda Amorim, Diretora Clínica do IPDA. Se copiar ou citar este artigo, mantenha esta nota e o link original.

Home O que é TDAH Diagnóstico Tratamentos Testes Online Depoimentos Cursos e Treinamentos IPDA na Mídia Artigos

 

TDAH - Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH: Diagnóstico e tratamento Superar Limites - TDAH, autoestima, ansiedade e depressão

Artigos sobre cérebro, mente e corpo, desenvolvimento pessoal, emcional e profissional, stress, educação de filhos e muito mais. Cadastre-se para assinar gratuitamente.

InfoNews Superar Limites

Cadastramento

Envie esta página a um amigo e compartilhe nas redes sociais! Colabore com a divulgação do TDAH!

IPDA - Instituto Paulista de Déficit de Atenção

Copyright 2004 - 2012 - Todos os direitos reservados

Envie esta página a um amigo!

 

 

 

Siga-nos

 

Curtir!

TDAH - E Agora, o que fazer?

Curso online em 4 semanas

Curso TDAH introdutório

Novidade para Pais