Fumo e álcool na gestação aumentam o risco do TDAH
O que dizem as pesquisas?
O TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - é um transtorno de base orgânica, como já foi mencionado. Esta base orgânica sobre forte influência da herança genética e também das condições que o feto encontra durante a gestação.
Já se sabe há bastante tempo que o uso de álcool ou fumo na gestação aumenta o risco das crianças desenvolverem TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
As conclusões de um estudo realizado pela Escola Médica de Harvard (Estados Unidos) foi publicado em 2002 revista "Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry", uma das mais importantes do gênero. Esta pesquisa foi citada em artigo da Folha de São Paulo, de 17/11/2002.
Os pesquisadores compararam 280 crianças portadoras do TDAH com outro grupo formado por 242 crianças não-portadoras de TDAH. Os meninos e meninas de ambos os grupos e seus pais foram analisados por meio de entrevistas e testes. Os pesquisadores concluíram que as crianças portadoras do distúrbio foram 2,1 vezes mais expostas ao cigarro e 2,5 vezes mais expostas ao álcool quando ainda estavam no útero do que as não-portadoras. Não é necessário que a gestante tenha usado álcool e cigarro simultaneamente. O uso de algum deles durante a gravidez já é suficiente para causar danos ao feto.
Especialistas sempre recomendam às gestantes que não bebam nem fumem. O uso dessas substâncias, mesmo que ocasional, pode ser prejudicial ao feto. O álcool ingerido pela gestante atravessa a placenta e faz com que o feto receba as mesmas concentrações alcóolicas que a mãe. Já o cigarro causa isquemia placentária, ou seja, diminuição da circulação sanguínea na placenta, prejudicando a nutrição e a oxigenação do feto.